segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Bioética - Mini Curso de Extensão em Bioética para Residentes da SES/DF


CRONOGRAMA DE DESENVOLVIMENTO DO CURSO

Data

Conteúdo/Atividade docente e/ou discente

1º Dia
29/10
18h30 -22h30

Texto de apoio: VEATCH, Robert M. Bioética. 3ª ed. São Paulo: Pearson: 2014.

Atividade: palestra, com auxilio de datashow, quadro e giz; participação dos alunos em discussões durante o desenvolvimento do assunto.

Textos para leitura e trabalho de grupo para próxima aula:

GRUPO 1: NOSELLA, Paolo. Ética e pesquisa. Educ. Soc., Campinas, vol. 29, n. 102, p. 255-273, jan./abr. 2008. Disponível em http://www.scielo.br/pdf/es/v29n102/a1329102.pdf Acesso 27 out 2014.

GRUPO 2: MORAES Aury Nunes de. Ética na Pesquisa. ANAIS. Encontro Nacional sobre Metodologias de Laboratório. Embrapa, Concórdia, SC - 06 a 09 de Novembro de 2006, pp.16-21. Disponível em
http://www.cnpsa.embrapa.br/met/images/arquivos/11MET/Palestras/anais_xi_met_cnpsa_2006.pdf
Acesso em 27 out 2014.

GRUPO 3: CLOTET, Joaquim. O consentimento informado nos Comitês de Ética em Pesquisa e na Prática Médica: Conceituação, Origens e Atualidade. Revista Bioética, Vol. 3, No 1, 2009. Disponível em http://www.revistabioetica.cfm.org.br/index.php/revista_bioetica/article/view/430/498 Acesso 27 out 2014.

GRUPO 4: CASTILHO, Euclides Ayres de; KALIL, Jorge. Ética e pesquisa médica: princípios, diretrizes e regulamentações. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical 38(4):344-347, jul-ago, 2005. Disponível em http://www.scielo.br/pdf/rsbmt/v38n4/a13v38n4.pdf Acesso 27 out 2014.

GRUPO 5: PUPULIM, Jussara Simone Lenzi;  SAWADA, Namie Okino. O cuidado de enfermagem e a invasão da privacidade do doente: uma questão ético-moral. Rev. Latino-Am. Enfermagem, 2002, vol.10, n.3, pp. 433-438. Disponível em http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-11692002000300018&lng=en&nrm=iso&tlng=pt. Acesso 27 out 2014.

GRUPO 6: FREITAS, Corina Bomtempo Duca; HOSSNE, William Saad. O papel dos Comitês de Ética em Pesquisa na proteção do ser humano. Revista Bioética, Vol. 10, No 2, 2002. Disponível em http://revistabioetica.cfm.org.br/index.php/revista_bioetica/article/view/218/219. Disponível em 27 out 2014.


GRUPO 7: PAIVA, Vera Lúcia Menezes de Oliveira e. Reflexões sobre ética e pesquisa. Rev. bras. linguist. apl.,  Belo Horizonte ,  v. 5, n. 1, 2005. Disponível em http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1984-63982005000100003&lng=en&nrm=iso. Acesso em  27 out. 2014.

GRUPO 8: GOLDIM, José Roberto. A avaliação ética da investigação científica de novas drogas: a importância da caracterização adequada das fases da pesquisa. Rev HCPA 2007;27(1). Disponível em  http://www.seer.ufrgs.br/index.php/hcpa/article/view/2073/826 Acesso em 27 out. 2014.

GRUPO 9: GOLDIM, José Roberto et al . O processo de consentimento livre e esclarecido em pesquisa: uma nova abordagem. Rev. Assoc. Med. Bras., São Paulo, v. 49, n. 4, 2003. Disponível em http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-42302003000400026&lng=en&nrm=iso. Acesso em 27 out. 2014.  

GRUPO 10: MUCCIOLI, Cristina et al . Relevância do Comitê de Ética em Pesquisa nas publicações científicas. Arq. Bras. Oftalmol., São Paulo,  v. 71, n. 6, Dez. 2008. Disponível em http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27492008000600001&lng=en&nrm=iso. Acesso em 27 out. 2014.  

2º Dia
31/10
18h30 - 22h30
Conteúdo: Ética na pesquisa, Pesquisa com seres humanos: autonomia e Consentimento Livre e Esclarecido.

Trabalhos de Grupo

Atividade: aula teórica expositiva, com auxilio de datashow, quadro e giz; participação dos alunos em discussões durante o desenvolvimento do assunto ..

3º Dia
03/11
18h30 -22h30
Conteúdo: Ética na pesquisa e Reprodução assistida, Aborto

Atividade: aula teórica expositiva, com auxilio de datashow, quadro e giz; participação dos alunos em discussões durante o desenvolvimento do assunto.

4º Dia
05/11
18h30 - 22h30
Conteúdo: Transplantes, Eutanásia, distanásia, ortotanasia.

Atividade: aula teórica expositiva, com auxilio de datashow, quadro e giz; participação dos alunos em discussões durante o desenvolvimento do assunto.

5° Dia
07/11
18h30 - 22h30
Conteúdo: Bioética e direitos humanos, Aspectos bioéticos da confiabilidade

Atividade: aula teórica expositiva, com auxílio de datashow, quadro e giz; participação dos alunos em discussões durante o desenvolvimento do assunto











segunda-feira, 22 de abril de 2013

A NOVA GERAÇÃO AOS CINQUENTA ANOS




A NOVA GERAÇÃO AOS CINQUENTA ANOS
Aluna: Sarah Brandão



1. Introdução

Por avanços na área da saúde, nos costumes, no conforto material, na diminuição da taxa de mortalidade, nos avanços do saneamento básico, na evolução da mulher na força de trabalho, entre outros aspectos, a nova geração de 50 anos chega a essa fase com vitalidade, anseio por novas experiências e a sensação de estar no auge da vida.
As pessoas de 50 anos de hoje em nada lembram as da década de 1970. Muitas estão prontas para entrarem na faculdade, começar um novo romance, e até prontas para terem filhos (biológicos ou adotados). A postura dessa nova idade tem impacto direto na economia, no mercado de trabalho, no consumo, nos relacionamentos, nas relações familiares e extrafamiliares – em toda a sociedade.

2. A Nova Geração dos Cinquentenários

No Brasil, em poucas décadas, a expectativa de vida da população aumentou de 48 para 73 anos. A previsão é que essa taxa aumente para 80 anos até 2050. Ao se distanciar da morte, os cinquentenários se distanciariam também da velhice. Uma pesquisa feita pela MetLife (2010), feita com 2 mil americanos, estima que mais da metade dos nascidos em 1955 e 1964 tem ambos os pais vivos. Apenas 11% já perderam os dois. Os cinquentenários ainda são filhos e, em muitos casos, cuidam dos mais velhos. De acordo com uma pesquisa feita pelo IBOPE Midia (2012), feita com 3.500 brasileiros nessa faixa etária, mais de 60% estão muito satisfeitos com a vida que têm.
A longevidade depende de três fatores: uma genética favorável, um ambiente saudável e bons hábitos. Na genética favorável, muitas teorias biológicas do envelhecimento explicam através do impacto sistêmico e estocástico nos indivíduos. No ambiente saudável e bons hábitos, as conquistas vieram através da saúde pública, como por exemplo, vacinas desde a infância, condições de moradia mais higiênicas, expansão do saneamento básico e até o hábito de fazer exames pré-natais contribuíram para isso. Mesmo quem chega aos 50 anos com doenças crônicas pode ter uma vida saudável e funcional. O controle e o tratamento de enfermidades como câncer e problemas cardíacos ajudaram muito a elevar a idade média do brasileiro e aprimorar sua qualidade de vida. Um dos maiores levantamentos com essa faixa etária no mundo foi um Estudo Longitudinal sobre Idade (Elsa, em inglês), do University College of London, mostra que a incidência de depressão no grupo com menos recursos financeiros chega a 27%. Entre os mais ricos, o índice fica em 8%. O estudo acompanhou 9 mil pessoas por dez anos e comprovou a relação entre bem-estar e longevidade. Entre os que se diziam infelizes, a mortalidade foi o triplo da registrada no grupo que se declarava , mais satisfeito com a vida. Essas pesquisas recentes demonstram que, viver bem não se trata apenas de acompanhar níveis de taxas metabólicas ou realizar revisões periódicas, mas tem a ver com cuidar da saúde do corpo, da mente e das relações.
O conceito de envelhecimento biológico é diferente de envelhecimento cronológico. O envelhecimento cronológico está baseado na idade real do indivíduo, enquanto o biológico relaciona-se com a diminuição ou perda funcional orgânica. Muitas vezes, por fatores genéticos, ambientais, familiares, entre outros, o indivíduo adquire uma perda funcional muito menor do que a sua idade real.
Cuidar do cognitivo, também é tão importante quanto cuidar do corpo. A pesquisa inglesa Elsa comprova a relação do baixo sentimento de bem-estar com diversos aspectos da saúde. Os pesquisadores criaram dois grupos segundo a percepção de bem-estar que seus integrantes, com mais de 50 anos, tinham de sua própria vida. Os que relatavam menor satisfação com a vida sofreram 70% mais acidentes vasculares do que os que contavam maior prazer em viver. A obesidade em quem tem menor satisfação com a vida é de 27% entre os ingleses. Entre aqueles com maior satisfação, é de 17%.
Muitas vezes, a mudança no apetite ou no desempenho sexual tem origens psíquicas. Uma pesquisa do psiquiatra e urologista Michael Perelman, da Escola de Medicina de Weill Cornell, nos Estados Unidos, detectou que fatores como ansiedade, raiva, depressão, trauma de infância, medo do fracasso e perda de autoconfiança estão por trás de 35% dos casos de disnfunção erétil.
Por isso, uma cabeça bem resolvida pode ajudar a vida sexual. Duas em cada três pessoas com idade entre 47 e 53 anos dizem que sua vida sexual melhorou com a idade, segundo um levantamento da agência de marketing Rino com 230 entrevistados.
Em outros casos, a estrutura familiar é alterada de forma diferente: com a chegada de bebês. Segundo dados do Cadastro Nacional de Adoção, 47% dos pretendentes a adotar uma criança ou adolescente no Brasil têm entre 41 e 50 anos. O relacionamento entre os avós de 50 com seus netos também mudou. Muitos não querem ficar em casa cuidando dos netos ou não podem fazê-lo porque ainda trabalham.
As pessoas de 50 anos querem – e precisam – manter-se ocupadas e remuneradas. Para muitos, essa ainda é uma fase para manter as reservas. É natural que as despesas com saúde aumentem com o passar dos anos. Eles podem se aposentar aos 55 ou 60, mas isso não quer dizer que vão deixar de ser produtivos. Houve um tempo em que o desemprego rondava quem passasse dos 50 anos. Esse cenário já mudou. O grupo dos 50 foi o único em que o índice de emprego aumentou significativamente. De acordo com o último levantamento do IBGE: de 16,7% em 2003, para 22% em 2011. Isso corresponde a 22,5 milhões de pessoas. Nas outras faixas etárias, o índice manteve-se estável ou diminuiu. Esse também é o grupo que menos sofre com o desemprego. O ranking mais recente do IBGE mostra que é a faixa de idade com o menor percentual de desocupação. Apenas 2,1% dos trabalhadores dessa idade estão sem trabalho, em comparação aos 4,4% entre os que têm de 25 a 29 anos.  A experiência profissional e a maturidade dos profissionais de 50 anos são especialmente valorizados para cargos de confiança. Chama-se de idade dos líderes. Entre os presidentes dos 50 países com maior PIB, 88% tem 50 anos ou mais.
Ter autonomia e equilíbrio entre trabalho e vida pessoal é uma das questões mais valorizadas pelos cinquentões. Em busca de mais liberdade, muitos se arriscam a empreender depois dos 50. De acordo com a pesquisa Global Entrepreneuship Monitor (GEM), produzida pelo Instituto Brasileiro de Qualidade e Pesquisa (IBQP), a taxa de empreendedores entre 55 e 64 anos cresceu 5,5% em 2011.
As empresas dão atenção especial a identificar o perfil desse consumidor. Estima-se que, só nos EUA, os nascidos entre 1946 e 1964 gastem US$ 2 trilhões anuais. Estão entre os maiores compradores de artigos de alta qualidade. São o grupo que consome turismo e curte gastronomia. Um terço janta fora pelo menos uma vez por mês. De acordo com dados da Embratur, viajam mais do que pessoas de outras idades.

3. Considerações Finais

Por isso, no projeto do Plano Gerontológico se defende que «os idosos devem ser considerados um elemento importante e necessário do processo de desenvolvimento, a todos os níveis, da nossa sociedade». A contribuição dos idosos, prestada em função das suas reais capacidades, «permite a este sector da população adquirir novas responsabilidades e transitar, assim, do estado de produtividade económica para o de produtividade social».
Para que isso aconteça é preciso dinamizar a participação das pessoas idosas na vida familiar, social, cultural, econômica e política. É necessário fazer ver às pessoas idosas que a sua vida não está esgotada, que ainda têm muito a dar à colectividade, principalmente no acompanhamento dos mais novos, no trabalho voluntário, no apoio aos mais necessitados, nas direcções de colectividades. Isto para além da sua própria valorização, que pode passar por aprender a ler, por estudar aquilo com que sempre se sonhou e não se teve oportunidade de fazer, por praticar os desportos adequados à idade, por passear, visitar museus e monumentos, por conviver, por viver.

4. Referências Bibliográficas

·    FREITAS, et al. Tratado de Geriatria e Gerontologia. 3. Ed. – Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011.
·    ROCHA, Francisco C. O problema social do envelhecimento. FSTIEP, disponível em: http: www.fieqmetal.pt,        acessado em: 22 de abril de 2013.
.   PECORA, Ana et al. O envelhecimento com processo social. R. Educ. Públ. Cuiabá, v. 19, n. 39, p. 55-73,  jan./abr. 2010.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012


EUTANÁSIA

INTRODUÇÃO

                A Eutanásia, assim conceituada pelo Rodrigues (1993), chamada de morte misericordiosa ou piedosa, que é dada a uma pessoa que sofre de uma enfermidade incurável ou muito penosa, para suprimir a agonia demasiado longa e dolorosa.

            Independente do motivo, religiosamente e até legalmente, não há um consenso diante da situação.

            Pensando no fator idade, independente de há causa de doença, o idoso que muitos os veem como “próximos á morte’, não há um linha de pensamento que diz que a eutanásia é “um recurso” diante do sofrimento”.

            Religiosamente, esta questão não é considerada aceitável, pois para nós cristãos, Deus nos deu o direito a vida, e somente ELE poderá nos tirar.

             Segundo Batista & Schramm (2003) ainda que a eutanásia venha merecendo grande atenção na comunidade mundial, o debate está muito longe do desejável na sociedade brasileira.

            Percebemos uma tendência da sociedade na discussão do tema, talvez por temor ou mesmo por questionamentos diante da fragilidade que se tem do assunto.

            Mesmo considerando o conhecimento religioso diante de alguma ideologia cristã que há vida após a morte, ainda assim, não podemos ter o direito de decidir se este é ou não o meu momento de partir.

            O que eu possa julgar como motivo suficiente para determinar a minha decisão poderá ser justamente, a confirmação de que a aproximação diante de Deus para que eu possa considerar todas as minhas forças para reestabelecer a vida.

            Inclusive, o entendimento diante da eutanásia, aproxima a aceitação do idoso com ele mesmo, no entendimento de que todos passam por momentos delicados e não somente os IDOSOS, por estarem na terceira idade.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

            A percepção diante da eutanásia reflete a necessidade do entendimento do que é a vida, e de como aproveitá-la. E que a decisão sobre a minha vida, apesar de titular MINHA, resulta na proposta de vida que Deus tem para meu eu.

            O entendimento, de que muitos trazem sobre a compreensão diante do sofrimento, auxiliado pela ação da eutanásia, precisa obter esclarecimentos sobre como discutir esta questão.

Afinal, não devemos afastar da discussão, mas sim buscá-la compreender e esclarecer o quanto mais cedo for sobre as consequências ou não das pessoas que facilitam a prática da eutanásia.

Portanto, vamos discutir, mas não vamos praticá-la.

 
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

RODRIGUES, Paulo Daher. Eutanásia. Belo Horizonte: Del Rey, 1993

BATISTA, R.S.; SCHRAMN, F.R. Conversações sobre a “boa morte”: o debate bioético acerca da eutanásia. Escola Nacional de Saúde Pública, Fundação Oswaldo

Cruz, Rio de Janeiro, Brasil.2003.

 

SANTOS, S.C.P. Eutanásia e suicídio assistido: O direito e liberdade de escolha.

Dissertação de Mestrado em História Contemporânea e Estudos Internacionais,

Coimbra,2011.

 

domingo, 2 de dezembro de 2012

QUALIDADE DE VIDA DO IDOSO: A EVIDÊNCIA DA ESPIRITUALIDADE E DA BIOÉTICA



1.      INTRODUÇÃO

Quando se fala em espiritualidade remete-se em acreditar em algo o mais do que massa corpórea, células e agua que constitui o corpo humano, ou seja, é considerada uma ligação entre a humanidade e um ser superior que transcende o mundo terrestre. A religião em si torna-se uma fortaleza, um porto seguro àquela pessoa que procura acalentar o espírito.
O Brasil, considerado um dos países mais religiosos do mundo, pesquisa realizada a força da espiritualidade e religiosidade que influencia e fortifica o idoso em seu meio. À medida que se vai envelhecendo percebe-se que a pessoa se aproxima cada vez mais de sua crença, a fim de buscar forças, consolação, respostas para questões não cientificas, bioéticas e companhias amistosas ou amorosas.
A bioética em si, tem por base a concepção de uma sociedade inteira onde cada indivíduo possui valores, crenças e culturas diferenciadas uma da outra, misturando-se a fatores religiosos e espirituais que influenciam em sua qualidade de vida, principalmente dos idosos.
O texto a seguir mostra que não existe espiritualidade sem a religiosidade, reafirmando que o idoso necessita se apoiar em um grupo de costumes religiosos para basear sua confiança, seus medos, sua moral e ética/bioética através de ações públicas.
           
2.      DESENVOLVIMENTO

A saúde era conceituada como bem estar físico, mental e sociocultural, mas viu-se a necessidade de introduzir o aspecto espiritual a essa definição já que a espiritualidade e religiosidade se mostraram um arma contra desordens psicológicas, sociais e até mesmo corporais, diante de que a ciência e suas atividades (DUARTE et al, 2003).
            O estudo da ligação religiosidade e saúde ainda é muito novo em pesquisas, mas já demonstra que ajuda e é eficaz em questões psicológicas e sociais, já que pregam em sua maioria um estilo de vida alimentar saudável, sociável e comprometido com a vida.
Essas crenças podem ser provenientes de diversas culturas, mas uma característica essencial é a presença de algo transcendental que influencia em condições físicas, mentais e claro espirituais. Esse ser, considerado por alguns estudiosos como algo acimo da humanidade, provem justamente de uma individuo que acredita que algo, alguém ou vários tem o poder sobre o espírito (ROCHA e FLECK, 2004).
            Como Coelho Junior e Mahfoud (2001), a liberdade de escolha e responsabilidade diante de situações práticas provem desse patamar religioso, mesmo que a ética e moral que rege o idoso no compromisso em sociedade não ampare essa decisão, sendo que a atuação criativa e muitas vezes improvisada se expresse do intimo somente pelo fato de provocar um conforto, uma esperança para o próximo e não pela obrigação social. Essa decisão é considerada como existencialista da bioética.
Quando o avançar da idade se inicia, a religiosidade parece ser fortalecida, às vezes, pela alternativa de se entender melhor experiências da vida, as impossibilidades físicas que aparecem na velhice, a carência social e a presença cada vez mais próxima da certeza da morte (SIQUEIRA-BATISTA e SCHRAMM, 2004).
A bioética vem sendo mencionada por estudiosos a poucas décadas e se instalando na sociedade com certa dificuldade, principalmente entre idosos. Traz como principal foco a discussão entre os valores humanos e o meio em que vive e que faz parte, não sendo muitas das vezes de consenso aceita-la. Para Kovács (2003), o termo enfoca a qualidade de vida e felicidade do cidadão, sendo que este conheça todas as alternativas provenientes do conhecimento social e científico sem que afete sua dignidade.
No processo de envelhecimento descobre-se que o importante são os valores do individuo independentemente de suas ações durante o decorrer da vida, tornando o desapego um fruto da esperança que conduz o individuo a confiança em si e no próximo, tornando possível a integração da religiosidade e da bioética (PANZINI et al, 2007).

3.      CONCLUSÃO
Com o envelhecimento, o individuo passa a se apegar a religião, mas também podem se sentir tristes e desgostosos quando existem conflitos entre comportamentos impostos pela religião, em nome da mesma, contra aspectos biológicos, principalmente os que envolvem a bioética, mas ainda assim permanece com sua espiritualidade forte e sólida. Isso demostra que a religiosidade pode romper a ligação entre espiritualidade e o bem estar do idoso, e nesse momento tornando-se prejudicial diante dos meios socioculturais, biológicos e mentais.
A bioética aborda diversos valores pertencentes ao individuo dentro de um ambiente. A progressão da vida chega em um patamar que o corpo não acompanha as necessidades, sofrendo degenerações físicas e mentais, tornando mais comum o aparecimento de agravos à saúde e isso põe em prova a ligação entre a religiosidade e a cultura do idoso.

4.      REFERÊNCIAS
·         COELHO JUNIOR, Achilles Gonçalves; MAHFOUD, Miguel. As dimensões espiritual e religiosa da experiência humana: distinções e inter-relações na obra de Viktor Frankl. Psicol. USP, São Paulo, v. 12, n. 2, 2001.
·         DUARTE, Y.A.O.; LEBRÃO, M.L.; TUONO, V.L.; LAURENTI. Religiosidade e envelhecimento: uma análise do perfil de idosos do município de São Paulo. Saúde Coletiva, año/vo. 5, nº 024, 2003.
·         KOVÁCS, Maria Julia. Bioética nas questões da vida e da morte. Psicologia USP [on line] v. 14, n.2 São Paulo, 2003. Disponível em: http://www.scielo.br
·         PANZINI, R.G., ROCHA, N.S.; BANDEIRA, D.R. & FLECK, M.P.A. Qualidade de vida e espiritualidade. Ver. Psiq. Clín. 34 supl 1; pp. 105-115, 2007.
·         ROCHA, N.S. e FLECK, M.P.A. “Religiosidade, saúde e qualidade de vida: uma revisão literária.” in TEIXEIRA, E.B., MULLER, M.C. e SILVA, J.D.T. (orgs). Espiritualidade e qualidade de vida. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2004.
·         SIQUEIRA-BATISTA, Rodrigo; SCHRAMM, Fermin Roland. Eutanásia: pelas veredas da morte e da autonomia. Ciênc. Saúde coletiva, Rio de Janeiro, v. 9, n.1, 2004. Disponível em: http://www.scielo.br